<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171</id><updated>2011-04-21T20:58:00.842-07:00</updated><title type='text'>A Errância Errada do Nada Vazio</title><subtitle type='html'>...tentando dizer o indisível no silêncio do que foi dito...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271207834509752</id><published>2005-11-22T18:14:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:19:44.860-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que sentimento é esse que bate a porta?&lt;br /&gt;É meu futuro, de certa forma.&lt;br /&gt;Ensinará-me a viver o porvir,&lt;br /&gt;O meu caminho e por onde eu devo ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És envio sereno e certo do bonde da tristeza,&lt;br /&gt;Que passa por tudo e rompe minha fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que inaudita sensação tenho eu&lt;br /&gt;Em topar, justo no coração meu,&lt;br /&gt;A estação única de origem e de chegada,&lt;br /&gt;Deste bonde que empreitou tal jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde da tristeza chama-se destino,&lt;br /&gt;Não me é ele alheio, é a mim até natural,&lt;br /&gt;Seu apito baldio soa-me como um hino,&lt;br /&gt;Que me acompanha desde a cidade natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissolve-te em mim, torna-te comigo um.&lt;br /&gt;Rancor de ti, já não guardo mais nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo, em silêncio, preparo meus passos,&lt;br /&gt;E realças tu em meu rosto já antigos traços.&lt;br /&gt;Mas não trilhas sozinho, nem desamparado,&lt;br /&gt;És fraterno à angústia a que lhe tens guiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste mui alto mar de sentimentos em ruínas,&lt;br /&gt;Deparo com quem tem prazer em minhas sinas.&lt;br /&gt;A tristeza é a minha irmã de caminhada,&lt;br /&gt;Que sempre floresce e dá nova ninhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271207834509752?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271207834509752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271207834509752&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271207834509752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271207834509752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/que-sentimento-esse-que-bate-porta-meu.html' title=''/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271194477017650</id><published>2005-11-22T18:10:00.001-08:00</published><updated>2005-11-22T18:12:24.773-08:00</updated><title type='text'>Era apenas normal...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era apenas normal ... mas carregava uma história – não que ele se preocupasse com isso nesse momento - ... era já antigo e sua madeira estava machucada ... demonstrando que já tivera sofrido com diversas mudanças ... Talvez tivesse acompanhado seus antigos donos na fuga da guerra ... talvez tivesse sido apenas mal cuidado por eles ... mas quem maltrataria um objeto tão delicado? Duas colunas de madeira ornamentada, dispostas uma de cada lado, sustentavam o teclado ... o que lhe dava um charme especial ... mas no mais era igual a todos os outros ... Tinha três pedais dourados ... de tintura já corroída, que lhe davam agora uma tonalidade quase prateada ... Claro, tinha também teclas brancas e teclas pretas ... cujos desgastes na tinta denunciavam os vícios daquele com o qual brincava ... Ele ocupava um lugar de destaque na sala em que estava ... Sua madeira rústica ... mas cuidadosamente talhada, combinava com o mogno dos móveis do recinto muito bem decorado. Mas as preocupações dele estavam muitos distantes disso agora ... talvez isso nunca o tivesse preocupado ... sua ocupação ... seu cuidado ... era agora com ela. Ela carregava ainda um leve constrangimento no olhar ... mas ele a queria entregue sem mais. Ao entrarem na sala ... ele passa a sua frente ... e, como que a convidando para assentar-se junto a ele, desliza seu dedo sobre as costas da mão dela ... Ela permanece em pé ... parada frente à porta ... Ele continua o caminho e senta-se ao instrumento. Começou a dedilhar as primeiras notas, era a sonata 14, ela a conhecia bem ... Dirigiu-se até ele e o fitou nos olhos ... ele deixou de tocar com a mão esquerda, abrindo espaço para que ela passasse e sentar-se em seu colo, depois voltou a tocar com as duas mãos, a envolvendo com os dois braços ... Ele tocava o Adágio sostenuto e ela tocava o seu rosto ... Passava seus dedos delicados pela fronte e sobrancelhas dele ... Ele, sem jamais parar de tocar, retribuía seu afago, acariciando o rosto dela com o seu ... até, enfim, beijar, quase que como num sussurro, o lado esquerdo de seu rosto a altura do queixo ... Ela então, com os olhos cerrados, numa liberalidade, levantou a cabeça ... deixando seu pescoço a mostra ... Era comprido e alvo ... com algumas poucas pintas a marca-lhe os traços ... Ele se comoveu e seus olhos umedeceram ... a imagem que ele tinha do queixo até o fim do pescoço dela o comovia profundamente ... Ele, então, o beijou e o seguiu beijando até o queixo ... Ela então baixou sua cabeça e descansou sua fronte entre o nariz e a testa dele ... na altura dos olhos ... e ali ela pôde ver os olhos mareados daquele que havia se comovido com sua beleza e, com isso ... também se comoveu. Ele ergueu levemente a cabeça ... e encostou seus lábios no dela ... apenas encostou ... como que ainda um pouco de lado. Seu peito estava agoniado e sentia-se desesperado porque a amava desesperadamente ... amava cada traço do seu rosto ... amava o toque macio de sua pele ... sentia-se um com ela ... Porém, não acreditava que ela o amasse ..., que dizer, considerava que ela acreditasse que o amava..., mas não que de fato o amasse, pois ele não cria no amor de uma mulher por um homem ..., não por uma incapacidade ou insuficiência, ou mesmo em outro sentido pejorativo qualquer. Cria nisso porque, intimamente, acreditava que só a mulher era digna o suficiente para ser amada e, junto com isso, acreditava que ela morreria sem nunca saber o quanto ele a amou sem medida ... Ela também o queria e o desejava desesperadamente ... Eles se entreolhavam com o olhar marcado pelo amor e pelo desespero ... pelo desespero de amar tanto ... não o afoito ... mas sim aquele que nasce do que é incontido ... da ânsia calma da profundeza da alma ... Desesperado não porque há de acabar-se ou um há de partir, ele não era soldado alistado e ela não tinha nenhum prometido ... era desesperado porque na incontingência do sentimento que lhes brotavam tinham a certeza que um seria eterno ao outro... Ele ainda tocava o primeiro Adágio ... e ela, então, com as duas mãos abaixou a cabeça dele até seu ombro e, em seguida, acariciou sua nuca ... até, por fim, beija-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   4:45 da manhã. Praga. República Tcheca. Ele acorda ... – quem nunca tivera um sonho romântico? Levantou-se devagar da cama ... e, ainda mais lentamente ..., dirigiu-se à sacada através da penumbra do quarto ... Apoiou as duas mãos no parapeito da sacada ... respirou fundo e, então, resolveu sentar no parapeito ... Acendeu um cigarro, com a fumaça lhe esvairam todos os pensamentos da mente, menos ela ... Pensa consigo: “Que ironia. E o nome dela prometia cura” ... O cigarro o consola apenas pela idéia de ser um cigarro ... Logo abaixo ele avista uma velha senhora que se detêm parada à porta do seu prédio, olhando para ele como que receando que ele se mate ... Stiepan a olha mais firmemente ... a mira no olho ... e, então, atira o resto do cigarro na velha mulher, que, resmungona, vai embora, realmente desejando que agora ele se jogue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271194477017650?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271194477017650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271194477017650&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271194477017650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271194477017650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/era-apenas-normal_22.html' title='Era apenas normal...'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271183406131870</id><published>2005-11-22T18:10:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:10:34.063-08:00</updated><title type='text'>E sabeis sequer o que é para mim "o mundo"?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E sabeis sequer o que é para mim “o mundo”? Devo mostrá-lo a vós em meu espelho? Este mundo: uma monstruosidade de força, sem início, sem fim, uma firme, brônzea grandeza de força, que não se torna maior nem menor, que não se consome, mas apenas se transmuta, inalteradamente grande em seu todo, uma economia sem despesas e perdas, mas também sem acréscimo, ou rendimentos, cercada de “nada” como de seu limite, nada de evanescente, de desperdiçado, nada de infinitamente extenso, mas como força determinada posta em um determinado espaço, e não em um espaço que em alguma parte estivesse “vazio”, mas antes como força por toda parte, como jogo de forças e ondas de força, ao mesmo tempo um e múltiplo, aqui acumulando-se e ao mesmo tempo ali minguando, um mar de forças tempestuando e ondulando em si próprias, eternamente mudando, eternamente recorrentes, com descomunais anos de retorno, com uma vazante e enchente de suas configurações, partindo das mais simples às mais múltiplas, do mais quieto, do mais rígido, do mais frio, ao mais ardente, mais selvagem, mais contraditório consigo mesmo, e depois outra vez voltando da plenitude ao simples, do jogo de contradições de volta ao prazer da consonância, afirmando ainda a si próprio, nessa igualdade de suas trilhas e anos, abençoando a si próprio como Aquilo que eternamente tem que retornar, como um vir-a-ser que não conhece nenhuma saciedade, nenhum fastio, nenhum cansaço –: esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, do eternamente-destruir-a-si-próprio, esse mundo secreto de dupla volúpia, esse meu “para além do bem e do mal”, sem alvo, se na felicidade do círculo não está um alvo, sem vontade, se um anel não tem boa vontade consigo mesmo, - quereis um nome para este mundo? Uma solução para todos os seus enigmas? Uma luz também para vós, vós, os mais escondidos, os mais fortes, os mais intrépidos, os mais da meia-noite? – Esse mundo é a vontade de potência – e nada além disso! E também vós próprios sois essa vontade de potência – e nada além disso!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271183406131870?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271183406131870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271183406131870&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271183406131870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271183406131870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/e-sabeis-sequer-o-que-para-mim-o-mundo.html' title='E sabeis sequer o que é para mim &quot;o mundo&quot;?'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271166910198039</id><published>2005-11-22T18:06:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:07:49.103-08:00</updated><title type='text'>Aforismo 2</title><content type='html'>Afinal, somos mancos, corcundas ou, ainda, corcundas mancos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271166910198039?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271166910198039/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271166910198039&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271166910198039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271166910198039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/aforismo-2.html' title='Aforismo 2'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271149305200183</id><published>2005-11-22T18:04:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:04:53.053-08:00</updated><title type='text'>O pião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um filósofo costumava circular onde brincavam crianças. E se via um menino que tinha um pião já ficava à espreita. Mal o pião começava a rodar, o filósofo o perseguia com a intenção de agarrá-lo. Não o preocupava que as crianças fizessem o maior barulho e tentassem impedi-lo de entrar na brincadeira; se ele pegava o pião enquanto este ainda girava, ficava feliz, mas só por um instante, depois atirava-o ao chão e ia embora. Na verdade, acreditava que o conhecimento de qualquer insignificância, por exemplo, o de um pião que girava, era suficiente ao conhecimento do geral. Por isso não se ocupava dos grandes problemas – era algo que lhe parecia antieconômico. Se a menor de todas as ninharias fosse realmente conhecida, então tudo estava conhecido; sendo assim só se ocupava do pião rodando. E sempre que se realizavam preparativos para fazer o pião girar, ele tinha esperança de que agora ia conseguir; e se o pião girava, a esperança se transformava em certeza enquanto corria até perder o fôlego atrás dele. Mas quando depois retinha na mão o estúpido pedaço de madeira, ele se sentia mal e a gritaria das crianças – que ele até então não havia escutado e agora de repente penetrava nos seus ouvidos – afugentava-o dali e ele cambaleava como um pião lançado com um golpe sem jeito da fieira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271149305200183?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271149305200183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271149305200183&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271149305200183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271149305200183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/o-pio.html' title='O pião'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271144350018495</id><published>2005-11-22T18:03:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:04:03.500-08:00</updated><title type='text'>O que se escuta no silêncio...</title><content type='html'>Da necessidade surge o vício ... do fazer sem causa ... do pensar sem conseqüências ... do deixar agir, nem que seja por imprudência .... do erro grosseiro .... da mácula no que se quer perfeito .... na união com o infinito, na busca...na busca...na busca do que mesmo? Na ânsia do espírito, aí nasce a busca, ele ânsia, só ânsia e não se sabe bem ao certo pelo que....mas ao mesmo tempo se sabe muito bem pelo que é....é pelo mais...pelo o tal do Um, que freqüentemente enxergo, mas me escorre pelas mãos, não tem dia, não tem hora, aliais não tem tempo e nem tem cor...não há sentido e tudo se vê um....será que é isso que chamam da totalidade do todo estrutural? Que nome sem graça...não traduz a grandeza, a grandeza que se tem agora de ser ....pintor. Agora eu sou pintor e pintura, sou obra e artista, sou eu...finalmente e só agora sou realmente eu....o tempo se esvai, e fica a perplexidade ... a lucidez completa no silêncio....a existência salta no colo mas não se tem como agarrar .... já não sou mais filho, patriota, estudante ou companheiro...mesmo porque agora sou só eu ...e o que eu sou mesmo? Agora....eu sou o próprio ser do sou...ah...como é bom se encontrar ...rever-se...nem que seja na fugacidade.... é bom lembrar... que eu ainda estou por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271144350018495?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271144350018495/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271144350018495&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271144350018495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271144350018495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/o-que-se-escuta-no-silncio.html' title='O que se escuta no silêncio...'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271138042005470</id><published>2005-11-22T18:02:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T18:03:00.420-08:00</updated><title type='text'>Aforismo 1</title><content type='html'>De repente então eu me vi como uma luz que não produz sombra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271138042005470?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271138042005470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271138042005470&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271138042005470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271138042005470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/aforismo-1.html' title='Aforismo 1'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19228171.post-113271105645883147</id><published>2005-11-22T17:54:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T17:57:36.466-08:00</updated><title type='text'>O que não dá para evitar ... e não se pode escolher.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez isso esteja querendo dizer alguma coisa ... talvez não ... mas que importa? Exato, a pergunta é essa! O que importa? O que importa nessa noite fria, onde tudo queima mas nada parece aquecer? O que importa no fim e, também, desde sempre já no começo? O que está importando agora no factum fatal de nossa existência? Talvez isso tome algum tipo de importância quando nosso barco perde o rumo e os valores suas cores, ou mesmo num daqueles momentos em que, na leveza do acordar antes do amanhecer, procuramos e não achamos a noite na memória. Daí, então, não adianta mais ... um modo se impõe e não se pode mais se esconder, todas nossas luzes nos iluminam e ficamos desarmados a nós mesmos, mas igualmente confiantes, pelo menos, em nosso estar sendo e talvez só isso, nesse instante quando o nada ganha a sua tradução. Mas esse nada não fica muito distante, ao mesmo tempo, do próprio tudo e assim faz parecer que quase tudo quase sempre é quase nada. Talvez isso signifique, também, algum tipo de absurdo, assim como tentar o suicídio ou mesmo como o próprio amor, mas isso acaba, igualmente, por se tornar tão originariamente aquilo mesmo que não dá para evitar e não se pode escolher. E em nosso estar acontecendo, esse nosso acontecer acontece talvez de medida tão descontente e desconcertante que resolve, então, simplesmente acontecer, como que num susto, diante do tudo! E diante dele apenas desconhecemos ... nos desconhecemos em frente ao próprio infinito e assim igualmente o conhecemos, o enxergamos na cara e misteriosamente .... nos reconhecemos nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19228171-113271105645883147?l=erranciaerradadonadavazio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/feeds/113271105645883147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19228171&amp;postID=113271105645883147&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271105645883147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19228171/posts/default/113271105645883147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erranciaerradadonadavazio.blogspot.com/2005/11/o-que-no-d-para-evitar-e-no-se-pode.html' title='O que não dá para evitar ... e não se pode escolher.'/><author><name>Diógenes.∞</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14950038116964012703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
